num canto amontoados
oito pares de sapato continuam
misturados entre traças e cadarços
do branco ao vermelho o espelho perverso
permanentemente tudo duplica
o grave marasmo de insetos e calçados
minha imagem cansada de tédio
o eco irrepreensível da ausência
neste quarto
domingo, 7 de dezembro de 2014
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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