cresce agora a grama
a garganta
tomada
pelo licor das larvas
tantos anos tonto
atrás de uma mesma palavra
vapor erva invisível
para meus olhos molhados
.
o vento levita
sobre o som dos pássaros
pombos paralíticos
oceanos de plástico
a língua levanta
a vida hesita
.
um poema uma moenda
uma tarde torcendo
o corpo uma máquina
amassando o miolo
dentes de metal
triturando
jantando
tijolo
.
um poema
moendo
a carne
a sarna
o sujo céu do teu olho
segunda-feira, 11 de março de 2019
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
-
eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
-
caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
-
eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
Nenhum comentário:
Postar um comentário