equilibro os olhos nas palmas das mãos. na janela, entre o espaço da sala e o resto dos homens, pedrinhas batem e arranham. equilibro unhas afiadas entre os dentes. um poema existe fora dos limites, crescendo sob o cacto do parapeito.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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