O poema apodrece na porta
pétalas emboloram velhas
mão nenhuma ousa tocá-las
antes do texto, na porta
o poema apodrece
homens atravessam anuviados
tropeçam no decassílabo decaído
e não derramam o líquido prata
pequeno corpo sobre o tapete
o poema espera na porta
até a última noite
antes e depois da morte
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
-
eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
-
caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
-
eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
Nenhum comentário:
Postar um comentário