terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Nota onírica de número zero

Então acordo, digo, sonho,
dentro de um sonho que fabrico,
entre pedras e olhos de lama,
que despenco podre de um galho


(tudo como se fosse nada
nuvens vermelhas investigam
meus pés na relva envenenada)


que me despeço e que me esqueço
e desperto como num parto

partido pra dentro, do avesso.

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