o tropeço entre
espirais de poeira e pneus
a procura por uma
palavra ainda
dentro do ônibus
urbano o balanço
pensa no poema
a partir das pernas
a paisagem apagada
sobre as omoplatas
[candelabros quebrados
no lugar dos olhos e
a luz que vacila burocrática
na esquina de aço]
sexta-feira, 15 de junho de 2018
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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