primeiro
no centro da cidade
o deserto zune dentro
de mim: novembro
y suas bolhas de calor
pregadas na paisagem
por onde cozinho
o caminho sem norte y
sem mote na ponta
cega da língua
segundo
corro os olhos pela rua
testo as letras de um texto
são muitas as caras y são
estranhos os caracteres
por onde os músculos da morte crescem
terceiro
quando penso em você
a língua vacila
alguém me pergunta
quantos anos eu digo
entre as estrelas e a janela
é o melhor lugar
para passear os pássaros
o caminho do vento
longe leva teu nome
a chuva já nos fez
ferrugem
uma folha em branco
no colo da lua
quando penso em você
minha cabeça faz
bolhas de ar
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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