sexta-feira, 18 de maio de 2018

Quando você, que não fuma,
me pede um cigarro, ou
um trago do meu bizuzu
com os olhos de quem
se defuma há eras, é como 


se um fantasma
pedisse um lençol
para cobrir as pernas 


algo como Deus 
pedindo um fruto
delicioso e vermelho


você me pede cigarros e eu
coleciono lençóis
para o frio dos fantasmas


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sem ter um rei

as veias abertas o tempo fechando  o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...