A pérola punk da tua pupila lancinante batalhando
contra o branco. Teus pés de papel
sulfite atravessando lavas de mosquito.
Tudo brilha. Cavalos de luz
atravessam a claraboia
e desembocam na tua bunda de algodão.
Meus olhos ardem enquanto você morde
os dentes molhados. Lavo teu peito
com a ponta dos dedos. O vapor
nos vidros é o tempo que esquentamos
mas não temos.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
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