Estou parado no vão da porta para
não arruinar o cenário. não entro.
o menor movimento: um atentado
à doçura deste silêncio: você, olhos
lunares, lençol imóvel
ao vento, roupas espalhadas
vestindo o chão do momento
parado penso no objetivo estético
de um objeto estático
e tento não ameaçar o cenário
(formigas e fumaça)
e as pintas pretas do teu corpo claro
sexta-feira, 4 de maio de 2018
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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