quarta-feira, 18 de novembro de 2015
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o dia ah o dia os seus pombos e palhaços radiantes o dia e o grito largo do sol assumindo a face maternal que vê vestígios de sêmen em cuecas escuras e rugas cada vez mais rugas na face do dia vai um suco de laranja? me desculpa o refluxo o dia abrindo a torneira do esôfago e escarrando ácido na garganta eu fico com o suco a torneira do dia cuspindo merda quente sobre cada cabeça sobretudo sobre a minha cabeça a sensação de que todos os lugares apesar dos lugares são sem sombra de nada e de dúvida os mesmos lugares
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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