enquanto a lua da primavera cresce clara
sobre os cascalhos brasileiros
cruzo as artérias centrais
ando louco pela cidade deserta
quero morrer desesperadamente e preciso
abraçar as coisas com gosto de lágrimas
entre os postes palavras penduradas
nos fios de alta tensão
falo a língua de sangue dos sonhos
dobro a cidade deserta
barbudo e cabeludo sob as estrelas
sábado, 23 de setembro de 2017
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Sem ter um rei
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