que tristeza, t., janeiro é sempre esta janela escancarada para sempre. tudo o que faço é sugado e arrastado pelo vento quente do verão. como é triste um poema como um pomo de meu peito aberto como um enxame na tua caixa cheia de mensagens.
*
um poema não precisa de resposta? é isto que t. está tentando me provar através deste silêncio mortal? terei de me fingir de gelo e letra morta?
*
não suporto o céu da cidade. o sol descendo goela abaixo. os portões cerrados para os meus dentes. voltarei ao diário para esquecer. voltarei a escrever no diário como um cão volta a rolar na carniça
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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