deixo aberta a página em branco
sobre a mesa vermelha
passo os dias e os olhos
correm do nada
ao nada
abro este branco na mesa do quarto
para que como um buraco negro
coma tudo ao redor
a saudade e o piano morto
o silêncio e a coceira dos olhos
e este retrato de que já nem gosto de tão triste de tão gasto
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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