segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O meu amor desmancha as mãos na úmida fumaça de fevereiro 
o calor aos poucos patina 
um punhado de quilômetros você me esquece

te procuro nos cabelos escondidos atrás da cômoda
nos cantos onde você descansava a quebradeira dos olhos

resquícios desta cidade derrotada

o meu amor modela os meus motores enferrujados 
e a casa está cercada de cães que cantam músicas tristes
eu capoto um caminhão no meio da saudade 

apesar de amputado este mês nunca termina 

um punhado de palavras você cresce



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sem ter um rei

as veias abertas o tempo fechando  o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...