domingo, 11 de fevereiro de 2018

aquilo que resta ao vento

i

como se caísse
num baque seco
o meu corpo sobre o concreto

neste instante, tento a última
palavra, a inexistência
no limite dos lábios

aquilo que resta ao vento

ii

um poema, este fôlego na manga
para flutuar sobre um copo
vazio

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sem ter um rei

as veias abertas o tempo fechando  o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...