i
como se caísse
num baque seco
o meu corpo sobre o concreto
neste instante, tento a última
palavra, a inexistência
no limite dos lábios
aquilo que resta ao vento
ii
um poema, este fôlego na manga
para flutuar sobre um copo
vazio
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Sem ter um rei
as veias abertas o tempo fechando o sol apagando a história repete seu corte um povo se perde se explode até quando puder pisar no chão que...
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eu vi ali no chão da encruzilhada a voz brotar do vão iluminada eu vi ali no chão da encruza clara o sol da escuridão na minha cara a...
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caminho claro percurso cão olhos molhados balançam estradas oco completo teu canto coração do verão
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eu sou um sujeito lírico um tanto quanto lacônico
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